Relacionamento aberto, sério?

Para mim o carnaval desse ano foi tranquilão. Dos quatro dias de folia, dediquei dois à família, um para a farra e outro à mim.  Sabe como é, depois dos vinte a gente dá preferência ao bloco do edredom e ao unidos do Netflix.

No dia da folia fui a um showzinho maroto e fiz o que mais gosto de fazer: conjuguei o verbo conhecer. Conheci um casal de amigos, gente boníssima. Duas coisas me chamaram atenção neles. Ela, namora há quatro anos se não me engano. Ele, acabou de sair de um relacionamento conturbado. Ela propôs ao namorado que ficassem um mês separados. Nas condições acertadas pelo casal estava permitido o envolvimento com outras pessoas. Ela disse que iriam casar mas, antes de subir ao altar queriam ter certeza que o “sim, padre” era o melhor para ambos.

Não disse nada, não queria contrariar alguém na segunda de carnaval, mas pensei sobre isso na terça de ressaca. “Relacionamento aberto, sério?” Em quatro anos não deu para perceber que é com aquele cara que você quer enfeitar todos os domingos da sua vida? Não sou especialista em vida a dois, porém afirmo que, o namoro daquela menina já deixou de ser saudável a algum tempo. Caíram no comodismo sentimental e se fazem refém do “termina você”.

Algumas pessoas optam por relacionamentos desgastados por pura preguiça da conquista e medo de não encontrar uma pessoa “melhor”. É tão mais fácil ficar em casa comendo pipoca e assistindo seriado com alguém que você mal beija, né? É tão mais fácil ter alguém para matar a carência no final de semana, né? É tão mais fácil empurrar um namorinho meia boca do que se aventurar na noite dos solteiros, né? Se você respondeu “sim” para todas as perguntas, cara, você precisa de dois tapas na cara.

Relacionamento é pra ser leve e prazeroso. É para haver troca de experiências boas e não troca de farpas, ou você acha que com o comodismo o mimimi permanece? Conheço um monte de gente que passa o dia falando mal de seus mozões, ” ele é possessivo e controla até o ar que respiro “, ” ela é louca e só pensa em traição”. Sempre chutei o pau da barraca quando os meus relacionamentos estavam ficando monótonos. A vida é muito curta para dormir de conchinha com a pessoa errada. Se for para ser feliz que seja cem por cento. Quarentena por cento só satisfaz gente medrosa. Continua aí, nesse seu comodismo sentimental, daqui  a pouco você vira mãe do seu mozão.

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