Ah, os seus olhos

Dissertar sobre o que gostamos é algo extremamente prazeroso, além do que, faz bem para alma, coração, mente, pulmão, pâncreas e afins. Isso é tão maravilhoso quanto tomar um copo de cerveja num calor de quarenta graus. Como boa geminiana abuso do rotulo de falador que carrego e falo, falo bastante. Falo sobre tudo mas, confesso: nos últimos dias meu assunto preferido tem sido um certo par de olhos castanhos incríveis que veio com um sorriso de desestabilizar qualquer ser por mais racional que seja de brinde.

Dê o nome que quiser, diga que é cafona, mela-cueca, ultrapassado. Melhor ainda, grite aos sete ventos que sou jovem demais para entender a intensidade do “eu te amo”. Mas juro que, alguma coisa acontece quando nossos olhos se cruzam por acaso. Tudo acontece em câmera lenta. A distância vai diminuindo a cada passo dado. O coração ganha um ritmo acelerado. As mãos começam a suar descontroladamente. Na playlist do meu celular começa a tocar Nando Reis misteriosamente. E eu? Ah, fico abobalhada tentando disfarçar o alvoroço que aqueles olhos me causam. Mas o meu olhar de criança que vibra quando ganha o doce preferido, me denuncia.

Sabe, algo aqui dentro diz “Segura o Tchan, Rani”, sempre tive o maior respeito pela minha voz interior porém, quando se trata de sentimentos sou uma adolescente desobediente e inconsequente, faço exatamente o oposto do que ela me ordena. Sou a Giovanna sentimental, não consigo segurar o forninho que chamo de paixão. Ow trem avassalador!

A minha impulsividade já me rendeu embriaguez, choros noturno, o título oficial de devoradora de potes de sorvete de maracujá e uma cinemateca que vai de comédia romântica a drama que faz chorar até o cara mais insensível do universo. No entanto me rendeu também noites maravilhosas, textos incríveis e beijos intermináveis. Me rendeu frio na barriga, sorrisos abobalhados e brilho nos olhos. Me rendeu tanta coisa boa que seria burrice hesitar em seguir em frente sempre que o amor me chamar. É por isso que vou, assim como a Lisbela foi, lembra?  …“O amor me chamou pra um outro lado e eu fui atrás dele. Eu pensei que se eu não fosse, a minha vida inteira ia ser assim. Vida de tristeza, vida de quem quis de corpo e alma e mesmo assim não fez. Daí eu fui. Eu fui e vou, toda vez que o amor me chamar, vocês entendem? Como um cachorrinho, mas coroada como uma rainha.”

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