Eu vejo você

Eu vejo você evitando lugares, pessoas, músicas e cheiros. Vejo você caminhando com a cabaça baixa e olhos marejados. Vejo você se auto sabotando: bebendo demais, fumando demais, chorando demais. Sinto daqui, a sua necessidade de cultivar devaneios dentro de si. Te vejo quebrando a cara a cada nova tentativa de amor. Vejo você gritando do alto do seu prédio que nunca mais vai amar ninguém.

Seu mundo é confuso demais  – você tenta ser racional o tempo todo, mas essa pose de que está tudo sob controle, não engana nem meu cachorro. Você até pode caprichar no disfarce, mas esses olhinhos caídos e inchados te entregam.

Eu sei que depois do último relacionamento torto, você decidiu proteger esse coração remendado – cheio de cicatriz e mais surrado que o meu Jeans favorito. Essa sua proteção medrosa não é a melhor opção. Você está perdendo o lado bom da vida –  você vai  encontrar alguém bacana. Alguém que fará seu coração sambar sim. É sério! Esse planetinha maroto está repleto de pessoas machucadas que amam de um jeito torto, mas ainda existem pessoas como você, pessoas que sabem separar o joio do trigo. Os amores inacabados dos recém nascidos. Pessoas que tiveram um passado ótimo, mas o deixa de lado quando o futuro parece algo promissor.

Confia em mim. Eu já tive noites melancólicas. Já acordei de ressaca numa terça-feira. Já quis morrer a cada verso que o Cartola cantava. Mas não me isolei não. Não matei o frio na barriga. Não tive medo de me envolver. Todas as vezes que o amor me chamou eu fui – de cara limpa e peito aberto.

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