Acerta esse coração, menina

” Todo mundo espera alguma coisa
de um sábado à noite”. Mas, o que exatamente seria essa coisa? Um beijo, um cheiro de amaciante no lençol de um desconhecido que te ofereceu abrigo, um telefonema dizendo: OK! Você venceu, vem aqui me ver eu tô com saudade? Bom, não sei. Hoje é Sábado e meu WhatsApp anunciou que havia uma nova mensagem. Para minha supresa era um rolinho de tempos há trás. Aquele rolo, sabe? Que passou do terceiro encontro mas, no quarto você quis esganar?  Pois bem, o contato sútil foi assim: Oi, Rani! Saudades de você. O que vai fazer hoje? Vamos nos ver?
Eu fechei meus olhinhos, balanceia a cabeça em sinal de denegação, respirei fundo e respondi: Poxa, me desculpa! Mas eu tô com um pote de paçoca e permanceirei com ela, porque as pessoas cara, elas machucam!
Tenho a absoluta certeza que a ” Coisa” que o Lulu citou não envolve rolos do passado.

A minha resposta foi um tanto quanto depressiva, né? Eu sei. Mas olha em volta, olha com sensibilidade. Note que, o mundo anda machucado demais e não há Merthiolate que dê jeito. Volta e meia a gente cruza com gente revoltada com o amor, gente que dilacera corações alheios numa tentativa frustante de se curar.
Pessoas que só precisam de uma sacudida, uma rateira ou qualquer coisa que as façam largar o osso, que as façam ficar de bem com o passado. Quantos porres são necessário para ficar de bonitinho com a ausência do que te fez tão bem um dia? Porque oferecer o dedinho em sinal de ” vamos ficar sussa, vai” não funciona.

Já perdi as contas de quantas garrafas de cerveja bebi. Já nem lembro das pessoas que conheci na fase torta que passei. Meu passado e eu saiamos no tapa com frequência, parecia até UFC sentimental onde eu sempre ia a nocaute.

Eu tinha jogo de cintura, conseguia driblar todas as lembranças com categoria de um craque de futebol, no entanto, as vezes me derrubavam na aérea e me via obrigada a assistir o jogo do banco.
Então, vi meu time perder. Vi meu afeto sendo pisoteado, vi o time adversário  tripudiar  e zombar daquilo que tinha de melhor: a habilidade de amar alguém.

Então, decidi mudar o jogo, decidi tomar uma cerveja com a ausência que antes dilacera e fui franca: Oh, já deu, viu? Já provei o amargo do fim, já chorei ouvindo Los Hermanos, já escrevi textos extremamente triste que nunca serão publicados. Agora chega, né? Vamos ficar de bem porque esse coração aqui quer amar de novo, quer dividir de novo. Esse coração aqui, quer o par porque nunca soube lidar com o ímpar. Toma esse gole de Skol gelada que hoje é por minha conta. Tim-tim um brinde a nós.

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Um comentário sobre “Acerta esse coração, menina

  1. Olha super acho que esse texto foi pra mim, mais eu já parei de acreditar que o próximo coração vai virar par. O ímpar já se tornou rotina aqui, éh.. Aprendendo por bem ou com as porradas que a vida dá u.u
    Não ta fácil pra ninguém, oh vida kkkkk

    Curtir

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