A culpa da sofrencia é sua e não do Pablo do Arrocha

Aaaah, o amor! Esse sentimento que une os indivíduos despertando o desejo de cuidar, a vontade de ter dois filhos, um cachorro e assistir um filme bom no frio de Agosto. Bonitinho, né? Sim! Mas antes de colocar Ed Sheeran para tocar no seu Ipod irado, deixa a tia Rani te contar uma coisa, que talvez, dilacere o seu coraçãozinho: nem tudo são balões em formato de coração. Explico: dias atrás, conversava com um amigo aspirante a psicólogo sobre os paranauê do coração – é, o assunto rendeu. Falamos sobre “Amor romântico” – sabe o que significa isso? Não?  Eu também não sabia, mas o pai dos saberes (Google) me deu uma definição ótima e uma rasteira também. Descobrir que estou com os dois pés atolados nesse tipo de amor me desestabilizou. Precisei de dois cafés, um chocolate e três respiradas profundas para voltar ao normal.

Segundo Cardella, o amor romântico faz com que o indivíduo sempre espere algo do ser amado. É aquele lance de idealizar o príncipe encantado que não tem bafo, que te acorda com o café na cama e diz “Bom dia meu bebê, te amo meu bebê”. Você projeta no outro, a sua ideia de par perfeito, de cara dos seus sonhos. Isso é algo totalmente egoísta e ilusório, não?

Você inconscientemente – ou não – quer encaixar o futuro mozão no seu padrão de vida ideal. Quer ter filhos, uma casa no campo e viver feliz para sempre. Mas o outro, pode não querer filhos, pode querer só um sexo casual. A divergência nos quereres pode gerar  uma frustraçãozinha marota em quem espera demais.

Frustração dói, não dói? Você não se sente a pessoas mais incompreendida do mundo ? –  aquela que faz tudo bonitinho e quando decide abrir o jogo, quando decide dizer “Eu te amo” recebe um “Desculpa, não estou preparado”, ” Como segurar essa barra que é gostar de você?” A tia Rani responde. Primeiro: Para de se vitimizar, você não é tão bonzinho assim, os esforços que fez para manter a relação foi pensando em ter algo em troca. Ser a pessoa mais legal do mundo não te garante um amor para a vida toda, só te faz um cara legal mesmo. Dois: aceite que o outro tem o livre-arbítrio para amar quem quiser, aceite também, que você não tem o direito de interferir nisso, na verdade, você nem tem poder para tal ato.

Foi cruel, né? Eu sei! Mas, antes de querer mudar seu jeito de amar saiba que Amor romântico não é de todo mal e a culpa não é toda sua. Note que, ele é socialmente reforçado. Os cantores que mais falam sobre esse tipo de amor são premiados e aclamado pelo público. A Adele e Sam Smith são exemplos disso.

Resumo da obra: Apaixone-se pelo que é real, abandone projeções e se puder vete as expectativas elas são traidoras.

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