Saudade doedora

Hoje acordei com uma saudade do tipo “doedora”. Uma saudade que mais parece um soco no estômago, mas um soco de verdade. Aquele que derruba e te deixa imóvel por alguns segundos. Nem sei porque me sinto assim, talvez a culpa seja da minha nova playlist Indie ou do Cartola – deixei ele aqui, entre Foster and peoples e The killers de proposito, só para lembrar de você vez ou outra. Sem querer querendo, associei você a “Peito Vazio”. É, eu sei, foi um puta de um vacilo.

As emoções deveria ser controlada por um botão de liga/desliga – com ele no off, aquele chocolate horrível com recheio de morango que você adora, só seria um doce ruim na prateleira da doceria que sempre passava antes dos nossos encontros. Aquele filme chato de ação que roubava a sua atenção e me colocava de escanteio só seria mais um cartaz na entrada do cinema – só mais um entre os sete filmes que estrearam essa semana. Aquela pipoca com pimenta, não pera, isso o botão off não veta. Santo Deus, quem é que come pipoca com pimenta?

Hoje acordei virada do avesso, parece que um caminhão me atropelou. Tem algo errado aqui dentro, mas se perguntarem se estou bem, direi que sim, que só estou de TPM, ou que é só ressaca. Ninguém precisa saber que você é meu porre diário, que você é a insônia que mais tortura. Ninguém vai saber que a sua ausência me desestabiliza, ninguém.

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