Eu sou exagero, amor

Quer subir no altar? A gente sobe. Quer passar a noite em claro conversando sobre a complexidade da união das nossas escovas? Passaremos. E o jantar, quer que eu prepare? Poxa! Aí a gente pede uma pizza, porque na cozinha, sou um desastre. No meu mundo você dita as regras. Diz aí, açúcar ou adoçante?

Parece exagero, e de fato, é mesmo. Impulsividade bombeia o meu coração sempre que Vênus me visita. Não sei falar baixinho, nem pedir com jeitinho. Se é pra ser que seja escancarado. Vou fazer barulho – direi ao primeiro que passa que é você que eu quero. Essas sensações que toda paixão avassaladora traz, não podem nem devem ser reprimidas. Tem que ser expressadas se não, vira dor. E dor, sufoca.

Te assustei, né? Tudo bem! Por você, piso no freio e controlo a minha euforia. Abaixo o volume e troco meu rock alternativo por seu Lenine calminho.

Podemos começar devagarzinho. No seu ritmo, ok? Não se preocupa, quando a estação mudar e o frio congelar seu coração, estarei lá. Quando sua amiga desligada te constranger perguntado daquele seu ex rolo complicado, estarei lá. Quando no meio de um porre você ameaçar pegar o celular para escrever mais uma mensagem num português embriagado, típico de quem não anda bem de amores, estarei lá. Eu estou com você agora. Não há frio que derrube o meu abraço demorado. Não tem amiga inconveniente que mude seu humor, e não tem dor que meu afeto não cure.

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