Tô em casa

Olha, eu podeira não ligar no dia seguinte. Mas liguei. Poderia também, ter recusado o seu convite para tomar café gelado naquela cafeteria gringa que escreve os nomes dos clientes nos copos e abusam do chantili, mas te encontrei às 17h de um sábado quente na Av. Paulista.

Cara, eu poderia sumir depois do clichê covarde ” não é você, sou eu”. Ou pior, te deixar como um contato congelado no meu WhatsApp – aquele que  gente só lembra no auge da carência quando todo o resto some. Mas não, eu fiquei.
Fiquei e aceitei sem titubear todos os seus convites para fazer algo.

Alguma coisa no seu jeito de olhar me fez expulsar todos os fantasmas e traumas doutrora. Fiquei e fiz morada no seu abraço e no seu moletom gigante.

Invadi  seu quarto, seu banheiro sua sala. Em cada canto da sua casa tem  lembrança minha. O meu cheiro está no seu edredom. O som da minha gargalhada ecoa na sua varanda. A minha cara de brava ainda reflete no espelho do seu banheiro.

Eu fiquei sim – e enquanto houver abraço quente e cafuné desconcertante, não me mudarei.

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