O que aconteceu com o “Tuim”?

A gente conhece pessoas. Troca olhares, telefone, beijos e abraços. Divide cama, sofá, cômodo. Leva para jantar. Toma cerveja no mesmo copo. Assiste filme ruim. Gargalha com a peça do ator que ela gosta. Preenche a agenda com atividades a dois, mas, ainda assim, se sente vazio.

Por onde anda as borboletas que deveriam fazer alvoroço no estômago? Será que cansaram do romantismo, da ideia de par e caíram nos agitos de Ibiza? Por que raios, o “tuim” vai embora no terceiro encontro? Quando que engatar a segunda marcha no relacionamento se tornou tão difícil?

Depois dos vinte, relacionamento passa a ter peso dois nas nossas vidas. A gente já não tem paciência para joguinhos sentimentais. Quando o quase namoro começa a dar indícios de relacionamento podre, é aconselhável, dar meia volta  e  tomar uma cerveja em outro bar.

O que parece ser insensibilidade, na verdade, é cautela. É melhor parar do que empurrar com a barriga e enforcar o afeto de alguém lá na frente.

A maturidade sentimental, nos deixa mais exigente – não é qualquer um que pode entrar e bagunçar a casa. O nosso coração está mais ligeiro, seletivo e menos encantado. Só fica quem acrescenta, quem provoca sorrisos em plena segunda estressante. Só fica quem se esforça diariamente para manter tudo em ordem. O resto, vira causo, conto de boteco. Vira rascunho na busca pela história de amor com o final feliz.

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